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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

ATAQUE NA COLÔMBIA


Colômbia identifica autor de ataque a escola policial

Publicado em 17/01/2019 - 17:46

Por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil  Brasília

O governo colombiano identificou José Aldemar Rojas Rodríguez como autor do atentado à Academia-Geral de Polícia Francisco de Paula Santander, em Bogotá, no qual pelo menos nove pessoas morreram e 54 ficaram feridas. O anúncio foi feito, há pouco, em pronunciamento oficial transmitido pelas redes sociais. 

Segundo o procurador-geral, Néstor Humberto Martínez, Rodríguez entrou na escola em um carro cinza, por volta das 9h30. Foram usados no atentado desta quinta-feira (17) 80 quilos de material explosivo. O autor do atentado está entre os mortos, informou a imprensa local. 

"Este é um ataque a um centro acadêmico onde havia jovens estudantes desarmados. É um ataque não só contra a juventude e não só contra a força pública e nossas polícias, é contra toda a sociedade. Esst ato terrorista não ficará impune", disse o presidente da Colômbia, Iván Duque. E acrescentou: "Os colombiano nunca nos submetemos ao terrorismo, sempre o derrotamos. Essa não será exceção."

Duque convocou toda a população a colaborar com as investigações e pediu que, se alguém tivesse alguma informação, entrasse em contato com a rede de participação cívica, pelo número local 123. 

Autoridades colombianas, pelas redes sociais, lamentaram o ocorrido e condenaram o ataque. O assunto está entre os mais comentados no Twitter, tanto no rankingmundial quanto no brasileiro. 

Em nota, a Organização das Nações Unidas (ONU) condenou o ataque, e a Oficina da ONU na Colombia afirmou que o atentado “é um ato criminoso absolutamente inaceitável, que vai contra os esforços que vêm sendo feitos no país para o combate à violência e o trabalho de diferentes setores para um futuro mais próspero e pacífico". 

Segundo o Ministério da Defesa colombiano, os feridos estão recebendo atendimento no Hospital Policlínica da Polícia Nacional.

Edição: Nádia Franco


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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Colômbia


Conservador e ex-guerrillheiro disputam em junho 2º turno na Colômbia
Publicado em 28/05/2018 - 06:32
Por Monica Yanakiew - Repórter da Agência Brasil Buenos Aires






Os 36 milhões de eleitores colombianos voltarão às urnas no dia 17 de junho para escolher o próximo presidente entre dois candidatos: um de direita e outro de esquerda, com propostas politicas e econômicas diferentes. O advogado conservador Iván Duque venceu o primeiro turno nesse domingo (27) com 39% dos votos. O ex-guerrilheiro Gustavo Petro ficou em segundo lugar, com 25% dos votos. Ambos esperam atrair os simpatizantes do matemático Sergio Fajardo, candidato de centro-esquerda, que surpreendeu conquistando quase 24% dos votos.

A disputa pelos votos dos candidatos mais moderados, excluídos do segundo turno, já começou. Duque e Petro têm algo em comum: uma mulher como vice. Mas o divisor de águas é o acordo de paz, assinado há dois anos, entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) – a maior guerrilha do pais. O documento encerrou meio século de guerra civil: 7 mil guerrilheiros depuseram suas armas, em troca de anistia e o direito de formar um partido politico com a mesma sigla, com dez assentos garantidos no Parlamento até 2026.

Duque e Petro
Assim como seu padrinho politico, o ex-presidente Alvaro Uribe – Duque foi um duro crítico do acordo, por achar que foram feitas demasiadas concessões aos ex-guerrilheiros. No discurso, comemorando a vitória no primeiro turno, ele ressaltou que não vai destruir o documento, assinado em 2016, pelo atual presidente, Juan Manuel Santos, e Rodrigo Londoño, o líder das Farc, conhecido por Timochenko. o candidato deu a entender que vai rever o perdão a ex-guerrilheiros que financiaram suas atividades com o narcotráfico. Ele também se comprometeu a combater a corrupção – um dos pilares da campanha de Fajardo.

Petro apoia o acordo de paz: ele é a prova de que pode funcionar. Antes de ser legislador e prefeito de Bogotá, ele foi guerrilheiro do M-19. O grupo aceitou depor as armas em 1990, para formar um partido politico. No discurso, apos o primeiro turno, ele destacou a importância de uma Colômbia com propostas diversificadas, e não apenas um único modelo de país. O candidato propõe reduzir a dependência da economia colombiana no petróleo e carvão, além de cobrar impostos aos latifúndios improdutivos e investir em produção. Petro falou da importância da educação – a principal bandeira defendida por Fajardo.

Eleições
Mais da metade dos eleitores colombianos foram às urnas nesse domingo – foi a maior participação em quase duas décadas. Um dos motivos foi a falta de violência: o grupo guerrilheiro Exercito de Libertação Nacional (ELN) aceitou um cessar-fogo durante a votação e também está negociando a paz com o presidente Juan Manuel Santos.

Apesar de o acordo de paz ter sido o tema nessa histórica eleição, os assuntos que hoje preocupam o eleitorado colombiano são o desemprego (9%) e a segurança, os ex-guerrilheiros, ex-paramilitares e os narcotraficantes, que estão ocupando as áreas antes controladas pelas Farc.
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Edição: Graça Adjuto


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Merecido!



Santos dedica Nobel da Paz a colombianos e às vítimas do conflito com as Farc

07/10/2016 10h04
  • Brasília
Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil


 O Prêmio Nobel da Paz foi anunciado hoje para o presidente da Colômbia Juan Manoel Santos, por seus esforços para alcançar um Acordo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, após mais de 50 anos de conflitoLeonardo Muñoz/EPA/Agência Lusa/direitos reservados

Em pronunciamento à nação, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que foi anunciado hoje (7) como o vencedor do Prêmio Nobel da Paz, dedicou a premiação aos colombianos e às vítimas do conflito com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O prêmio foi concedido a Santos pelo Comitê Nobel norueguês pelos seus esforços para pôr fim à guerra civil no país, que durou mais de 50 anos e matou pelo menos 220 mil colombianos.

“Agradeço infinitamente e de coração essa honrosa distinção. Eu a recebo não em meu nome, mas em nome de todos os colombianos, em especial aos milhões de vítimas que deixou este conflito que temos sofrido há mais de 50 anos. Colombianos, este prêmio é de vocês. É pelas vítimas e para que não haja uma só vítima mais, um só morto mais. Devemos nos reconciliar e nos unir para terminar esse processo e começar a construir uma paz estável e durável”, disse Santos.

Saiba Mais
O presidente colombiano também dedicou o prêmio a todas as pessoas que contribuíram para que os colombianos estejam “a ponto de alcançar a paz tão desejada”.

“Aos negociadores de ambas as partes e a tantas outras pessoas e instituições que nos apoiaram nesse processo. Recebo este reconhecimento com humildade e como um mandato para seguir trabalhando sem descanso pela paz dos colombianos. A esta causa, dedicarei todos meus esforços pelo resto dos meus dias. Graças a Deus, a paz está próxima. A paz é possível e é a hora da paz. Juntos como nação, conseguiremos construí-la. Eu convido a todos que unamos nossas forças, nossas mentes e nossos corações neste grande propósito nacional para que assim todos ganhemos o mais importante prêmio: a paz de Colômbia”.

Acordo de paz
Pelo acordo de paz assinado no final de agosto, as Farc tinham se comprometido a abandonar as armas e as técnicas de guerra, além de sinalizar que se tornariam um partido político. No entanto, a anistia política e a forma de punição a ex-guerrilheiros por crimes antigos, determinadas nas negociações, descontentaram parte da população colombiana, que rejeitou o acordo em um referendo realizado no último domingo (2). O resultado do referendo foi inesperado, já que Santos acreditava que a maioria da população apoiaria o processo.

Ao anunciar o prêmio, o Comitê do Nobel destacou os esforços do presidente Santos para chegar ao acordo e colocar fim a um conflito de mais de meio século no país. "A guerra civil custou a vida de 220 mil colombianos e provocou quase 6 milhões de desabrigados. O Prêmio Nobel deve ser visto também como um tributo ao povo da Colômbia, a todas as partes que contribuíram para este processo de paz e aos representantes das vítimas", disse o Comitê do Prêmio Nobel.

Edição: Graça Adjuto